quarta-feira, 8 de julho de 2015

Médicos protestam por falta de pagamento em frente ao Santa Terezinha

Médicos de diversas especialidades que atuam na Fundação Hospitalar Santa Terezinha, de Erechim, na semana passada deflagraram ainda no final de junho movimento para cobrar o pagamento dos atrasados que em algumas especialidades chegam até 120 dias.
 
Foto: Rodrigo Finardi (Divulgação)
 
A partir daquele momento gradativamente os atendimentos foram diminuindo na instituição de saúde e nesta quarta-feira, 9 de julho, foram suspensas as cirurgias eletivas.
Com apoio do Sindicato Médico do RS (SIMERS) hoje foi realizado um movimento em frente ao pronto socorro do Santa Terezinha na Rua Porto Alegre.
Além dos atrasos, querem a revisão dos valores pagos pelo SUS nos mais variados procedimentos. E a área jurídica do Sindicato está prestando apoio aos profissionais sobre as medidas a serem adotadas em relação à continuidade dos contratos.
Alguns médicos conversaram com a reportagem do Jornal Boa Vista e disseram que o movimento visa mostrar para a população que a culpa da situação do Santa Terezinha não passa pelos médicos.
A entidade acionará as medidas legais e políticas, junto a instituições, como prefeitura, e Ministério Público estadual, para que a situação seja regularizada o quanto antes. O Sindicato previne que os contratos são firmados com o hospital, a quem cabe o pagamento. "Enquanto médicos sofrem com os atrasos, salários de funcionários estão em dia", é alegação do sindicatro que representa os médicos.
“Temos uma grande preocupação com a assistência, mas apopulação precisa saber que esta situação não foi causada pelosmédicos. Queremos o apoio dos erechinenses e moradores de municípios da região para o pleito dos médicos”, disse um dos dirigentes sindical.
Os profissionais têm contratos como pessoa jurídica com a fundação, o que é imposição do gestor. O SIMERS esclarece que os especialistas têm compromissos, que incluem pagar funcionários. “Os médicos dependem dessa remuneração, dedicam-se e estão prestando atendimento mesmo tendo de suportarmeses sem receber. Eles são trabalhadores como qualquer cidadão, por isso exigimos respeito e igualdade no tratamento”, reforça Maria Rita de Assis Brasil, vice-presidente do Simers.
O Sindicato buscou informações sobre repasses no Portal da Transparência do Estado. Em 2014, a instituição hospitalar recebeu cerca de R$ 61 milhões, e este ano, até junho, quase R$ 29 milhões. A fundação alega que há débito de quase R$ 8 milhões, mais de R$ 3 milhões do governo Tarso Genro.O delegado regional do SIMERS, Luiz de Luca, lamentou a situação e criticou que os médicos são sempre os prejudicados. “São os que podem ficar sem receber? Por que isso? Somos profissionais, prestamos os cuidadosque nossos pacientes necessitam e recebemos um tratamento desproporcional do gestor”, lamentou de Luca.
Fonte: Boa Vista

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