
A Praça Marechal Floriano, de Passo Fundo, se enche de leitores, livreiros, escritores e editores até a segunda-feira, 15 de novembro. A 24ª Feira do Livro da cidade apresenta, mais uma vez, uma programação diversificada ao público, que entre outras atrações pode conferir a 18ª Mostra da Gravura. Produzidos pelos acadêmicos do curso de Artes Visuais da Universidade de Passo Fundo (UPF), coordenados pela professora Mariane Loch Sbeghen, os trabalhos em exposição têm como tema “Cortinas do Cotidiano” e foram desenvolvidos a partir de técnicas como xilogravura, frotagem e estêncil. A 18ª Mostra da Gravura pode ser visitada no estande da UPF junto à feira. De acordo com a acadêmica do quinto nível do curso de Artes Visuais, Valquíria Ponciano, o traçado feito por incisão num material de modo que permita a impressão é basicamente o conceito de gravura, desdobrado em diferentes propostas e técnicas, que segundo ela, partem desde a antiga xilogravura, linguagens modernas e contemporâneas como a frotagem e o estêncil, mas que seguem com as nuances sofisticadas pertinentes a gravura. Uma destas nuances é o processo utilizado para numerar as gravuras. “Para reconhecer o número de exemplares basta procurar um número (uma fração) escrita a lápis, assim, uma gravura que registre 20/100, por exemplo, indica que foram tiradas 100 cópias daquela obra e que aquele é o exemplar número 20”, explica a acadêmica. Os números aparecem no canto esquerdo da gravura, no canto direito fica a assinatura, também a lápis, bem como o titulo da obra posicionado ao centro da gravura. Podem surgir ainda as letras: PA (prova do artista), PC (prova de cor), PI (prova do impressor), PE (prova de estado), e BPI (boa para imprimir). A reprodução das cópias, além da tiragem estabelecida, torna-se improvável, pois a matriz é destruída depois da tiragem ser encerrada, fato que garante a autenticidade das obras.
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