Cooperados da Unimed Erechim participam de palestra que mostra os novos caminhos da saúde


Zeilmann e André alertam sobre o Novo Modelo de Atenção à Saúde 



        O anfiteatro Dr. Sérgio B. Maccagnini, foi palco, na noite da última sexta-feira, 28, de mais uma reunião de cooperados da Unimed Erechim. Na coordenação dos trabalhos, o diretor de Educação, André Fernando Detoni.
         O “Novo Modelo de Atenção à Saúde – Por que precisamos mudar, e para onde ir?” foi a temática apresentada pelo assessor de Gestão da Federação da Unimed/RS, Dr. Vitor Hugo Zeilmann.

    Zeilmann, é Cirurgião Geral e Urologista, com especialização em Administração Hospitalar pela PUC/RS, MBA Empresarial pela Fundação Dom Cabral e MBA de Gestão em Saúde pelo IAHCS, pós-graduado em Marketing e Comunicação pela ESPM. Atua há mais de 15 anos em diversas áreas da administração em saúde, como gestão de planos de saúde e direção técnica dos hospitais.
         O médico apontou vários fatores em relação ao momento que vivem os planos de saúde, tais como: envelhecimento da população; aumento da prevalência de doenças crônicas; custos assistenciais em disparada e utilização demasiada dos serviços. Com estes fatores acontecendo de forma simultânea aumenta a responsabilidade social e a necessidade de uma gestão cuidadosa e criteriosa dos recursos.

   “O cenário da saúde mudou pela transição de vários fatores: demográficos, epidemiológicos, nutricionais e tecnológicos”, pontuou o médico.

       Na transição demográfica é possível perceber uma inversão na pirâmide populacional. Em 1980 a população com menos de 30 anos representava 67,3%, e com mais de 65 anos apenas 4%.  As projeções mostram que em 2050 será de 29,3% com menos de 30 anos, e 22,7% com mais de 65 anos, o que impacta diretamente sobre os planos de saúde. 

       Na epidemiológica, o palestrante relatou sobre os fatores que levam as pessoas a viverem mais de 65 anos, com hábitos saudáveis: assistência médica (10%); estilo de vida (53%); meio ambiente (20%) e genética (17%). Mostrou também as causas das mortes no Brasil: cardiovascular (33%); câncer (16%); diabetes (5%), doenças respiratórias crônicas (6%); deficiência nutricional, perinatal, comunicantes e maternas (14%) e outras (13%). A hipertensão, diabetes, obesidade, sedentarismo, tabagismo e uso abusivo de álcool são fatores de mortes prematuras.

         Em relação a transição nutricional, salientou que 40% dos adultos do país estão acima do peso. “A obesidade passou a representar maior impacto na saúde pública mais do que a própria desnutrição”, salientou Zeilmann.A tecnológica talvez seja um dos maiores desafios dos gestores em saúde. Sobre estes fatores, destacou que “a ciência encontrou a cura para doenças, revolucionou a qualidade de vida de pacientes e aumentou a longevidade da população. Mas está cada vez mais difícil financiar todos esses avanços”.

     Após pontuar o novo momento da saúde, onde os desafios a serem transpostos são gigantescos, deu continuidade ao tema “Por que mudar?” Para ele, se não houver mudanças, o sistema de saúde vai falir, não vai entregar o que prometeu ou alguém vai ter que pagar a conta por este custo crescente.

       Segundo Zeilmann esse é um momento de dar mais atenção primária à saúde, com foco no cliente e não na doença; acesso fácil (porta de entrada do sistema); cuidado mantido ao longo do tempo (longitudinalidade); interação adequada entre os diversos tipos de serviços disponíveis (integralidade) e cuidado coordenado. “Precisamos ajudar as pessoas a fazerem escolhas inteligentes sobre saúde e permitir a compreensão de que posso não saber tudo, mas sei como encontrar a informação apropriada”.
 Ressaltou ainda que “a atenção primária é importante pois consegue melhores resultados em saúde, custos mais baixos e maior equidade”, citando vários exemplos de países onde a atenção primária é aplicada com mais ênfase o que diminui o custo global da saúde.
Para André Detoni estas palestras proporcionam discussões e oportunidades de melhorias para a cooperativa. Além de auxiliar os cooperados a entender melhor as importantes mudanças que ocorrem no sistema de saúde no âmbito mundial e por consequência acabam refletindo no nosso modelo de saúde, finaliza. 
Texto e fotos: Unimed Erechim

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