Em encontro com diretores dos jornais do interior do RS, Sartori defende que ano eleitoral não pode parar o Estado




Integrantes da Associação de Jornais do Interior do Rio Grande do Sul (Adjori RS) reuniram-se com o governador José Ivo Sartori no último dia 27 de fevereiro, no Galpão Crioulo do Palácio Piratini. O tema do encontro não poderia ser outro: questões relativas à situação atual do Estado e as medidas adotadas para minimizar as dificuldades e promover o desenvolvimento do Rio Grande do Sul. E, antes mesmo de começar a responder as perguntas, o chefe do Executivo gaúcho saudou os participantes, afirmando que 2018 será um ano de muitos desafios. “A sociedade exige ações, quer respostas. Então, este, mais do que nunca, será um ano de mudanças e transformações para os municípios, o Estado e o país”, declarou.

Sartori afirmou que 2018 será um ano de muitos desafios
Foto: Luiz Chaves/Palácio Piratini


Foram muitas as perguntas dirigidas ao governador com relação às dificuldades enfrentadas pelo Estado. Nenhuma ficou sem resposta. Depois de ser saudado pelo presidente da Adjori RS, Renato César de Carvalho, proprietário do jornal O Semanário, de Tupanciretã, Sartori falou sobre as mudanças estruturais executadas desde o início do governo. “Quando assumi, cumpri o que prometi: total transparência com a população. Percorremos o Estado, revelando a situação econômica e esclarecendo o que poderia ser feito. E, com muito trabalho, mesmo quase sem nenhum recurso, fizemos o que precisava ser feito”. E acrescentou: “Enfrentamos a crise e, com muita coragem, mesmo adotando medidas impopulares, realizamos muitos projetos que fazem a diferença hoje e farão ainda mais no futuro”.
O governador falou sobre as principais ações do governo no período de 2015 a 2017. Lembrou que foram mais de 150 projetos e programas implantados, citando desde o Orçamento Realista, em que a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) manteve as despesas de custeio e os investimentos nos mesmos patamares, ou seja, executando obras sem contar com receitas que não existem, buscando, assim, o equilíbrio fiscal.
Para Sartori, foi de extrema relevância para o Estado a aprovação da Lei de Previdência Complementar, que, “se aprovada antes de 2017, teria nos poupado um déficit de R$ 9 milhões”. Assim como, segundo ele, a renegociação da dívida com a União e a redução dos juros de 6% para 4%, além da mudança da planta do ICMS, que foi de 17% para 18%.
Para o chefe do Executivo, a reforma estrutural, tendo como meta um Estado mais moderno e com uma máquina pública mais restrita, foi fundamental não somente para a atualidade, mas para o futuro da população. “Reduzi o número de secretarias de 27 para 17, cortei 35% dos cargos em comissão (CCs), cortei diárias e viagens, além de combater a sonegação, só para citar algumas das medidas adotadas logo que assumimos o governo”, explicou.
O governador também falou sobre investimentos e parcerias que, além de gerar empregos, resultam em melhorias em várias áreas. Entre elas, destacou o investimento da General Motors, no valor de R$ 1,5 bilhão; da Sthil, de R$ 300 milhões; e da Fraport que, a partir deste ano, começa a investir no Aeroporto Internacional Salgado Filho.
A energia eólica foi outro ponto ressaltado pelo governador. “Hoje, somos o segundo estado a contar com complexos eólicos, o que representa não somente geração de emprego e renda, como distribuição de energia limpa”, enfatizou. A recuperação de financiamentos que estavam perdidos, a restauração e a construção de novas estradas, assim como a implantação de voos para vários municípios também foram citados por Sartori.

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