Cooperação entre hospitais garante a continuidade dos atendimentos
Mantendo os trabalhos com estoques limitados de medicamentos, especialmente os voltados para a intubação dos pacientes com complicações respiratórias em razão da covid-19, as casas de saúde de Erechim e região superam desafios diários para prosseguir os serviços à população.
Nesta terça-feira (20), a Secretaria da Saúde e o Exército Brasileiro farão a entrega de quase 124 mil medicamentos do denominado ‘kit intubação’ a 62 hospitais do Rio Grande do Sul. O lote é formado por fentanila (1.910 ampolas), propofol (22.620 ampolas), midazolam (77.850 ampolas) e besilato de cisatracúrio (21.450 ampolas), totalizando 123.830 unidades. Erechim, porém, não consta na relação divulgada pelo Estado na tarde de hoje (19).
O diretor executivo da Fundação Hospitalar Santa Terezinha, Rafael Ayub, se surpreendeu com a informação e afirmou que o cenário é crítico, principalmente em relação a um dos medicamentos, o relaxante muscular Rocurônio (ou atracurio). “Já tivemos empréstimo do Hospital de Caridade e troca com o Hospital São Vicente de Paulo de Passo Fundo. Agora, estamos aguardando posição do Estado sobre o motivo que não fomos contemplados com o item. Ao mesmo tempo, havíamos realizado uma compra particular (1.500 ampolas – para 10 dias) e alguns fornecedores prometeram entregar até quarta-feira. Caso contrário, teremos, novamente, a falta do medicamento que é indicado para colocar muitos pacientes de bruços. Quanto aos outros remédios não estamos com problemas”, relata, citando que semanalmente é enviado um relatório à Secretaria Estadual de Saúde.
Ayub enfatizou que o preço que será pago pela aquisição do Rocurônio é, em média, de R$ 20 a R$ 35 (cada unidade).
Governo do Estado
Conforme o governo estadual, o rateio é realizado com base em dados de estoque e consumo informados pelos hospitais.
Ainda segundo o Estado, a responsabilidade pela compra desses medicamentos é das instituições hospitalares, não fazendo parte da rotina da Assistência Farmacêutica do Estado. No entanto, frente à dificuldade de aquisição no país e ao aumento da demanda desde o ano passado, o governo do Estado e o Ministério da Saúde se articularam para comprá-los excepcionalmente e distribuí-los às instituições com estoques críticos e que prestam atendimento pelo Sistema Único de Saúde.
Fonte: Jornal Bom Dia

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