Opinião - Sirva-me antes, que lhe servirei depois? será?

* Adriel Vanderlei Ferreira
Não sei se acho engraçado ou tórrido episódio, o fato é que nos últimos
anos, o PMDB como aliado tem sido adjetivo somente para vice.
Ora, em 2004 o PP fechou um acordo de 8 anos com o PMDB,
cedemos o vice ao referido partido rival histórico, em troca do apoio na eleição
seguinte quando o PMDB seria cabeça de chapa e o PP vice, papel assinado e tudo.
O fato do PP de Botolli ter traído o acordo político quando não só
não indicou o vice, negou-se a coligar com o PMDB,
como uniu-se ao seu antigo algoz, o que não me surpreendeu em nada.
Em 1996 o PMDB foi vice do PT, sendo que em 2008 o PMDB
não foi vice de ninguém, não fez acordo e não teve vice de nenhum
partido, concorrendo sozinho, ficou à frente do PT e quase arrancou
a vitória da grande coligação dos "bons administradores" do PP de Botolli.
É que os senhores da razão, da mesmice e do pessimismo acham-se
superiores, e nos subestimam esta é a verdade.
Agora parece que o PT vai propor ao PMDB um acordo de 8 anos, igual
fez o PP em 2004, e para surpresa quer o PMDB de vice, mesmo tendo o PT ficado
em 3º lugar na última eleição.
Porque o PMDB tem que ser vice, se fez mais votos que o PT?
Porque o PMDB deveria abrir mão de seu projeto político e seu programa de governo
viável, aceito por mais de 3 mil votos que lhe garantiram o segundo lugar da eleição
em 2008, concorrendo sem coligação, quando muitos bradavam que não faríamos 500 votos?
Votos estes de quem rejeitou, tanto um novo governo do PT, quanto os candidatos "bons empresários"
que hoje governam Getúlio Vargas e que até agora não trouxeram as grandes empresas e os empregos que prometeram.
A quem interessa a boataria de uma possível coligação PT PMDB?
Boatos estes que foram desmatelados em 2008 com nossa vitória sobre o PT,
pois a cada eleição sempre surge a mesma historinha que o PMDB vai vota no PT.
Bem sei a quem interessa, todos sabem.
Mas a realidade é que o PMDB, após a eleição de 2008, ao meu ver, tem uma obrigação
e uma aliança selada com o povo getuliense, edificada em seus mais de 3 mil votos,
que são mais que votos, são o ânimo e a confiança de que o nosso PMDB retomou
sua história protagonista, e tem um grande projeto, calcado na inovação, na mudança
no respeito ao ser humano, nas diferenças, no combate as desigualdades, no desenvolvimento
e na união de forças capazes de superar anos de estagnação. E tem em seus quadros, líderes
e novos líderes, experientes e capacitados, com determinação em uma gestão pública eficiente.
As boatarias, o disque-disque, as conversas de esquina que tentam desestabilizar o PMDB
e sua competitiva eleição em 2012, estão nada mais que buscando a manutenção de um
modelo de política que a muito os getulienses desejam e devem repudiar, pelo bem da cidade,
a favor do progresso e do crescimento economico e social. Ou Getúlio Vargas vai continuar a estagnar,
perdendo para os pequenos municípios da região, como tem acontecido nos últimos anos.
Sou um defensor da candidatura própria.* Leitor
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