Operação Nossa Praça mira irregularidades em contratos da Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR)
A Polícia Civil, por meio da 1ª Delegacia de Combate à Corrupção (1ª DECOR), da Divisão Estadual de Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro (DCCOR), deflagrou nesta terça-feira (14) a Operação Nossa Praça para desarticular associação criminosa estruturada no âmbito da Empresa Gaúcha de Rodovias – EGR.
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Foto: Divulgação AFR |
Durante o cumprimento dos mandados de busca foram apreendidas uma arma de fogo sem registro e a soma aproximada de 20 mil dólares sem comprovação de origem.
Ficou constatado que a revogação do processo licitatório beneficiou diretamente as mesmas empresas que já estavam contratadas desde o ano de 2019. A investigação apontou formação de cartel, superfaturamento e sobrepreço em licitação da Estatal no ano de 2018. Ademais, considerando a não-indicação de renovação dos contratos, investigaram-se os motivos pelos quais o ex-diretor-presidente da Estatal, preso nesta manhã (14), determinou a suspensão e posterior revogação da nova licitação, que já estava em andamento.
Foram apurados favorecimentos a empresas por antiga gestão da Estatal envolvendo todas as 12 praças de pedágio mantidas pela Empresa Gaúcha de Rodovias. Havia, inclusive, uma espécie de “escritório paralelo” para a concessão das benesses irregulares. Às empresas contratadas para fins de arrecadação de pedágios nas estradas estaduais foram pagos desde o ano de 2019 a importância de cerca de R$ 89 milhões.
A Operação Nossa Praça é desencadeada pela Polícia Civil com apoio da Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público de Porto Alegre e da Contadoria e Auditoria-Geral do Estado (CAGE).
Em coletiva de imprensa realizada na sede do Deic, onde foi divulgado o saldo da operação, estiveram presentes autoridades que participaram da investigação: a Promotora da Promotoria de Justiça da Defesa do Patrimônio Público de Porto Alegre, Josiene Menezes Paim; o Auditor da Contadoria e Auditoria-Geral do Estado (Cage), Rodrigo Machado; o Titular da 1a Delegacia de Combate à Corrupção (Decor) do Deic, Delegado Max Otto Ritter e o Diretor da Divisão Estadual de Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro (DCCOR) do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), Delegado Marcus Viafore.
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