Histórico de violência restringe campanha em Machadinho


Nem mesmo a proibição de bandeiraços, carreatas, comícios e passeatas evitou que um grupo de pessoas se envolvesse em uma confusão em Machadinho. Na tarde de sábado, o Batalhão de Operações Especiais (BOE) de Vacaria, precisou ser chamado para acalmar os ânimos dos envolvidos na troca de provocações que resultou em pelo menos cinco boletins de ocorrência. Conforme a Brigada Militar de Machadinho, ninguém ficou ferido.
O desentendimento ocorreu durante um bandeiraço, poucas horas depois da decisão da juíza eleitoral Paula Moschen Brustolin, de proibir a realização de eventos com aglomeração de pessoas, ainda que previamente agendados, devido aos episódios de brigas por motivos políticos nos municípios de Machadinho e Tupanci do Sul.
A decisão da magistrada levou em conta informações sobre a ocorrência de brigas generalizadas, disparos de arma de fogo - inclusive contra policiais-, lesões corporais, ameaças, obstrução de estradas, incitação de violência e a até mesmo a formação de milícias, com a contratação de seguranças.
“A prática reiterada de condutas, em tese, criminosas, diretamente relacionadas ao período eleitoral, afetam a lisura do pleito, a igualdade de condições entre os candidatos e a prática regular de propaganda eleitoral. Por certo, a tentativa de convencimento do eleitorado pela força e não pela argumentação, pela demonstração de ideias e propostas, atrapalha consideravelmente uma eleição, sendo hábil a afetar a liberdade de escolha”, diz a informação prestada pela juíza.
O não cumprimento da medida acarretará em multa de R$ 5 mil por evento, valor que será revertido em favor de entidades com destinação social. Os demais atos de propaganda eleitoral não proscritos pela lei estão liberados. Cabe recurso da decisão.

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